Não sou filho de São Paulo, por isso não amo essa cidade com amor filial, mas com amor de namorado, como diria o saudoso cronista Lourenço Diaféria.
E por sentir saudade dos idos das décadas de 70 e 80, um dia desses saí por aí, a passear sem destino, apenas para recordar. E como não estava comprometido com o horário e nem com qualquer outro impedimento castrador, após descer na estação Sé do Metrô, resolvi sonhar. E sonhei assim: Primeiramente vou comprar uma camiseta do grupo "Golden Boys" no Mappin; depois tomarei uma crush gelada, acompanhado de um hambúrguer, na "Leiteria Americana"; em seguida seguirei pela Rua São Bento e tomarei um cafezinho no Largo do Café; talvez passe, na sequência do meu passeio imaginário, pela Praça Clóvis Bevilacqua. E volto para casa? Não. Antes disso assistirei um filme brasileiro – de preferência com a Claudete Joubert, no Cine Texas…
E aí, acordei. E para não me sentir totalmente frustrado, dirigi-me ao Largo do Café para tomar um cafezinho. Meu Deus, como São Paulo mudou! Como ainda sinto vontade de tocar trombone no "Clube Piratininga" da Mooca.
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