São Paulo

Um olhar respeitoso no horizonte,

provoca suspeita de cores artificiais.

Imitando a beleza de um poente,

mas tudo, meras visões ilegais.

 

A fuga, maliciosamente adquirida,

não de medo, nem de covardia,

sua verdura eterna, pela luz enegrecida,

era só a despedida de mais um dia.

 

São Paulo contrastante,

Pauliceia inebriante.

São Paulo nunca desperta.

Parece sempre inerte

por ter vontade enorme,

São Paulo nunca dorme.

 

Embriagadora paisagem,

vertical brancura, nega

a suspeita selvagem,

na verdade, ternura cega.

 

Repentino desejo de crescer,

envolve seus filhos de encantos.

Tudo, por merecer, por ser,

a receptora de todos os cantos.

 

Sem ter paralelos nem rivais,

vai a cidade tentacular,

rodeada de mescla raciais,

as sirenes das fábricas, escutar.

 

As soberbas escolas vão ensinar,

propondo futuro, feliz e de paz.

Quando for necessitar e precisar,

nosocômio grande e capaz.

Além da medicina sagas.

 

Por tudo, minha São Paulo,

te amo, te quero, te adoro,

foste meu berço, no seu colo

acordei e despertei no solo

que, com orgulho, aqui eu moro.