Meu sobrinho que estuda na Austrália veio a São Paulo passar as férias de final de ano acompanhado de um amigo australiano que estava ansioso para conhecer o Brasil.
Como a cidade em que mora na Austrália, Brisbane, se situa no hemisfério sul e quase na mesma linha do Trópico de Capricórnio, que "passa" por São Paulo, ele não estranhou o clima, mas em compensação, a exemplo de uma narrativa sobre um norueguês que também nos visitou tempos atrás e que no site consta, comentou que só tinha ouvido falar do Rio de Janeiro, Amazônia, índios… E que não acreditava no que o meu sobrinho contava-lhe sobre a metrópole gigantesca que é São Paulo.
São Paulo a impressionou de tal maneira pelo que é em frota de veículos; população dinâmica; prédios, sobretudo os modernos e belíssimos que se situam na Paulista e região do Brooklin; e a Ponte Estaiada, a qual viu à noite e ficou perplexo. Falou que lá tem pontes também lindíssimas como a nossa, e completou: "É difícil acreditar: São Paulo é Cidade de Primeiro Mundo!”, disse com sinceridade, pois conhece algumas cidades européias.
Andou de Metrô e ficou estupefato com o modernismo, organização, limpeza e, sobretudo, com a massa humana que o utiliza.
Meu sobrinho, apesar de ser tricolor, levou-o para assistir um jogo do Corinthians no Pacaembu e ele, inocente, foi com uma camisa meio esverdeada. Foi “um tal” de jogarem copo de água nele e palavrões, e ele, atônito, não entendia o porquê. Foi quando meu sobrinho, assustado também, mandou-o tirar a camisa e a sorte foi que alguns torcedores interviram e ele escapou de apanhar. Mas, mesmo assim, disse que virá assistir a Copa do Mundo no Brasil.
Foi convidado para conhecer alguns parentes e amigos íntimos e todos o receberam, oferecendo-lhe churrasco/jantar de pizza e deram-lhe uma "lembrança" para levar; disse que lá não tem esse costume. Ficou encantado.
Estranhou ao ver os ônibus super lotados, pois na Austrália todos viajam só sentados.
Foi levado a uma churrascaria rodízio e ficou impressionado, pois lá há algo parecido, mas sem comparação com as nossas e que o garçom serve "um pedacinho de cada vez”, disse o australiano, fazendo gesto com os dedos. Idem ao rodízio de pizzas, mas que lá não tem como em São Paulo.
Foi às "baladas" e ficou radiante com as belas moças paulistanas e, sobretudo, por muitas falarem inglês.
Passou uns dias nas praias do litoral paulista e ficou extasiado com as garotas de biquíni.
De São Paulo foi para Salvador e depois para os USA, donde retornaria a Austrália, esperando as novas férias para aqui retornar.
Agradeceu a receptividade e calor humano dos paulistanos, sobretudo das paulistanas.
E-mail: [email protected]