"Amanhecer na minha roça, vem surgindo o clarão. Caboclo deixa a palhoça pra fazer a plantação. O carro de boi gemendo no arco do chapadão. Os passarinhos cantando fazendo um barulhão. Esse é o Brasil caboclo, esse é meu sertão".
Relembrando os já idos tempos da fazenda em que nascemos, e de lá viemos para a cidade morar, vimos os anos passarem como tudo passa nesta vida e, relendo os versos acima que minha memória gravou, o relógio do tempo retrocedeu para os idos da década dos anos 50, idade de ouro da nossa meninice.
São Paulo nos recebeu de braços abertos, como recebe todos os filhos deste imenso Brasil. E em Santo Amaro, ainda meio sertão, fomos morar, não esquecendo a origem não.
Levantando bem cedinho, leite puro vou tomando dentro do mangueirão. Ao lado da vaca preta, fica sentado o peão tirando o leite quente que mais parece quentão. Depois volto pra casa, junto com meu irmão. Só acordo ao meio-dia para a outra refeição e o prato preferido é leite puro com arroz e feijão.
Obrigado São Paulo.
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