Na solidão da madrugada, esperando o amanhecer, aqui no meu recanto aconchegante, que por uma dádiva temos a felicidade de morar.
Nem parece que residimos em São Paulo. O silêncio é total, sequer barulhos de carros que, na avenida ao longe, com certeza passam. Quando muito, pequenos ruídos, que a própria natureza faz. O farfalhar das copas das árvores que nos circundam e um silvo tênue da janela vindo como se sussurrando o vento estivesse…
Pensativo e talvez filosofando; fazendo um retrospecto de nossa vida, tão curta e frágil neste mundo que ora vivemos e que de passagem estamos.
As imagens passam: infância, meninice, adolescência, juventude e maturidade… sonhos, amores, desilusões, tristezas e momentos felizes…
Tudo passa…
Terra que me viu crescer, onde meus filhos nasceram e que aqui grande parte de meus sonhos se realizaram.
Deixei-a certa vez, para um sonho também realizar… Voltei…
Cabelos começando a branquear, filhos formados, netos crescendo e a escala de valores se modificando e a idade que, inexoravelmente segue em frente, um pouco distante, mas chegando…
São Paulo, meus filhos aprenderam também a te amar, amor este, espontâneo foi. Nunca houve necessidade de pedir para te amar e reverenciar.
Um dia, quando não sei, mas partirei, onde vou estar não sei, mas tenha certeza que de ti, saudades levarei;
Obrigado São Paulo.
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