São Paulo em 7 mil histórias

Pensamos diversas formas de marcar a chegada às sete mil histórias no São Paulo Minha Cidade. Gostaríamos de fazer um evento, mas a agenda de final de ano não ajudou; passamos a estudar a possibilidade de lançar o novo site (sim, teremos um site mais atualizado), mas ainda não ficou pronto; chegamos até mesmo a avaliar a ideia de convidar algumas personalidades para escrever sobre a nossa cidade. <br><br>Optamos então, de forma singela e sincera, por fazer o que o site tem de melhor: contar histórias. Abaixo, parte do nosso lado dessa história. Obrigado aos mais de mil autores; sem vocês nada disso seria possível; no texto abaixo lembramos de alguns amigos que foram e são importantes para a concretização do sonho de vermos pessoas falando sobre a São Paulo de cada um. Aos não citados, por absoluta falha nossa, antecipadamente pedimos desculpas. <br><br>Há cerca de sete anos, em meados de 2005, teve início o site São Paulo Minha Cidade. A ideia era bastante simples: publicar textos, de paulistanos ou não, famosos ou anônimos (os segundos, de preferência) que tivessem a cidade de São Paulo como ator. O objetivo não eram textos históricos ou com rigor acadêmico. Sentimentos era e é o que sempre quisemos. Que os autores falassem sobre a sua cidade, do seu jeito. O bairro, o sorveteiro da porta da escola, o bonde, a loja famosa do centro, a turma do colégio, a rua de terra, um amigo, o time de várzea, a ex-namorada, aquela professora… Muitas vezes uma São Paulo que não existe mais. <br><br>O começo do site foi tímido, com pedidos para que os próprios amigos escrevessem. Com o tempo, contudo, a “experiência colaborativa” (expressão que ainda não existia na época, acho), ganhou uma força própria, se auto alimentando a cada novo autor, cada novo texto, cada comentário. Lançamos um livro para marcar a passagem das mil histórias, fizemos festa em grande estilo; de repente aqueles ilustres conhecidos virtuais passaram a ter rostos, amizades foram construídas, encontros saíram do virtual e foram para as reais pizzarias paulistanas. <br><br>É importante registrar algumas participações fundamentais desse início, a começar por Caio Luiz de Carvalho, então presidente da São Paulo Turismo; também foram fundamentais Maria Cristina Masagão, Clara Azevedo, Felipe Andery, Roberto Seixas, todos emprestando altas doses de entusiasmo ao projeto. Eu também estava lá no início, porém mais como um torcedor coadjuvante, me envolvendo apenas mais adiante no sentido de manter viva a chama dos autores – como se fosse necessário… Conheci até alguns pessoalmente e outros, mesmo não conhecidos, já são íntimos. No caminho, Jony Favaro e Luciana Jabur ajudaram muito, assim como foram importantes outros colaboradores, como Daniel Libarinno, Nilcéia Benício, Débora Amorim Radanovitsck, Tatiane Gonsales e Camila Téo que trabalharam para que os textos fossem para o site de forma rápida; mais recentemente, Hallia Makanse assumiu esta que é a mais importante função do site, auxiliada por Cintia Santos e Caroline Cots. <br><br>O SPMC recebe novos textos praticamente todos os dias; às vezes mais, às vezes menos. Todos são considerados, lidos, analisados, eventualmente com uma ou outra palavra trocada, mas sempre com a preocupação de preservá-los da maneira mais original possível. Alguns autores escrevem mais – bem mais – que outros. E o que importa para nós é a possibilidade de, se possível da maneira rápida, colocar mais e mais histórias no site. No começo de 2012, quando estávamos com seis mil histórias, gravamos alguns depoimentos em áudio e vídeo com uma pequena parte dos autores. <br><br>Ao longo das sete mil histórias tivemos um ou outro problema, é fato. Em alguns períodos, com as naturais trocas na equipe, falhamos não publicando histórias com a velocidade necessária, deixando a todos angustiados. Vivemos também algumas incertezas quanto à continuidade do site, felizmente superadas. Administramos até conflitos entre os próprios autores, mutuamente descontentes. Mas nunca perdemos de vista o objetivo do SPMC: manter viva a história sentimental de São Paulo. A que não está nos livros tradicionais, mas que é contada em nossas casas, para os filhos e netos; relembrada nos encontros dos amigos de infância; de décadas passadas, mas que de forma intempestiva nos surpreendem em pensamentos furtivos. O que jamais imaginamos escrever e hoje lamentamos não ter escrito antes. A cada um dos autores, o nosso muito obrigado por terem a generosidade de dividir conosco algo tão valioso. <br><br><br>E-mail: [email protected]