São Paulo da gastronomia e outros

Ah! São Paulo minha cidade.

Hoje quero contar-lhes algumas das lembranças que estão ainda vivas na minha memória.

Vamos conversar num clima descontraído, isto é, vou contando as coisas que me sucederam por aí quando estive residindo nesta cidade. Milhares de pessoas e eu ali, no meio de tanta gente. Não repetirei o que já lhes contei, da minha aventura em 67. Só vou me referir às lembranças avulsas, coisas do cotidiano paulistano.

Do sotaque forte de alguns colegas do interior de São Paulo; das posturas deles encarando o trabalho árduo como um desafio. Sempre muito sérios. Alguns moravam em Bragança Paulista e uma vez fui passar um fim de semana e participei de um casamento (a festa), assim, na cara de pau, sem ser convidado, mas estava em companhia deles, dos rapazes que eram parentes dos noivos, então… Ninguém me chamou de penetra, ao contrário, me trataram com todo o carinho.

Lembro também das casas de comércio oriental, nos centros comerciais das japonesas e chinesas. Aprecio a beleza oriental e o jeito delas serem, calmas, meigas.

Dos bares e restaurantes, onde fazíamos o fast-food, lanches rápidos. Tinha um especial, o "Churrasquinho". Pão, bife, ovos e tomate. Uma delícia. Passaram-se anos e não consegui me esquecer deste nobre sanduíche, simples e tão saboroso, feito ali na hora na chapa quente.

Omitirei o churrasco grego, pois já contei uma história sobre ele.

Dos pernis em restaurantes portugueses, todos os dias aquele pernil feito na madrugada chegava aos fornos aquecidos pelo calor elétrico ou a gás, eram sempre quentinhos, gostosos. Aqueles sanduíches tomados com uma cervejinha, ah, que gosto bom.

Vou me omitir a falar de pizzas e do brotinho das pizzarias chinesas porque já lhes contei um dia.

Vou falar da feijoada paulista, na Avenida São João, ou seria feijoada mineira? Não importa o nome e a origem, era uma delícia.

Lembro também do Salada Paulista, casa que marcou época em São Paulo, história que marcou o site em seu início, só me lembro num lance rápidom flach me lembro da Casa sim, na Ipiranga. Uma festa.

Das lasanhas também não posso falar porque também já lhes contei uma história sobre elas, os paulistas chamam de pasta, nada a ver.

Ah, lembrei das azeitonas verdes, pretas oriundas da Espanha e da Grécia. Sempre gostei dos empórios onde vendem produtos importados. Uma delícia. Queria que vocês me dissessem onde elas ficavam, pois não lembro, seria na Rua da Glória?

Do Mercado Municipal da Cantareira não posso contar muito, pois já escrevi uma história com este título.

Lembro também da comida da pensão onde morava, principalmente do arroz branco bem soltinho e do feijão. Ah, que feijão gostoso, preferia o vermelho ao preto.

Das casas onde vendem sucos: suco de todo o tipo de frutas e as bancas de frutas nas ruas da cidade, frutas frescas e saborosas. Uma vez ou outra ia às feiras livres, mas como morava sozinho, não levava quase nada, pois não tinha onde guardar, só na geladeira da pensão, mas o risco de extraviar era grande, então… ia no pastel.

Lembro-me dos passeios que fazia nos coletivos. Pegava os ônibus e saía sem direção, isto é, para qualquer lugar que desconhecia, para conhecer melhor a cidade. Perambulava por todas as ruas e bairros, e no centro era onde eu mais ficava, pois era por ali que trabalhava.

Estive também em alguns bairros, mas não posso repetir o que já contei, do Braz, da Água Rasa, e da Luz, do Largo do Arouche e de uma rua onde morei na Liberdade.

Fiquei muito pouco tempo em São Paulo, foram menos de três anos. Somente depois de muitos anos é que fomos nos rever, aqui no São Paulo Minha Cidade. Abraços.

e-mail o autor: [email protected]