Outra obra é o Jovem pajem, está muito bem conservada, uma obra de Val d'Osne, totalmente desfigurada pelo vandalismo, na Praça Coronel Lisboa, em Santo Amaro, denominada "Aurora".
O monumento Santa Cruz, magnífica obra de cantaria onde a cruz se eleva em pedestal, que ostenta dois painéis de azulejos brancos pintados de azul pelo consagrado artista José W. Rodrigues, com data de 1938, compõe-se de brasões em bronze; o painel dianteiro representa o Padre José de Anchieta, ensinando aos índios; o bronze acima representa o brasão de armas da família do jesuíta; a parte traseira refere-se ao engenho de ferro que funcionou em Santo Amaro nos primórdios do século XVII; o bronze acima representa o brasão de Santo Amaro, situado na Av. Adolfo Pinheiro, 510, onde ali havia as festas de Santa Cruz, tradicional festa santamarense e do cristianismo autêntico, monumento este dentro de um jardim da Praça Santa Cruz.
Obras de Júlio Guerra fora de Santo Amaro com grande relevância artística e histórica são:
São Pedro, imagem localizada nos jardins da Praça Amadeu Amaral, na Bela Vista (Bixiga). São Pedro de Júlio Guerra é uma escultura em bronze com 2,18 m x 0,78 m x 0,70 m, com pedestal em concreto 1,52 m x 0,66 m x 0,68 m – Praça Amadeu Amaral que, inclusive, está sem identificação como muitas em São Paulo, retirada por vândalos que depredam obras públicas.
"Mãe Preta", que amamenta seu filho exaltando a figura de uma babá negra que criou os filhos dos senhores de engenho nos tempos coloniais e, assim, homenageia a raça no Brasil; obra de 1955 no Largo do Paissandú, ao lado da igreja Nossa Sra. do Rosário dos Homens Pretos, obra essa que foi tombada pelo Conpresp e que possui uma cópia em Campinas.
Tínhamos em Santo Amaro um símbolo em homenagem a última viagem de bonde na cidade de São Paulo, que foi em março de 1968; para isso foi colocado na parede da igreja Matriz de Santo Amaro, no Largo Treze de Maio, uma placa de bronze em alusão a esta data e fato histórico, mas, comumente acontece, algum vândalo a furtou, creio que para vender. Seria de bom alvitre que a Prefeitura ou Sub, ou ainda alguém da iniciativa privada, se dispusesse a instalar uma outra ou, ainda melhor, fazer uma coluna de concreto e revestida com pedras coloridas, com motivo desse bonde e sua última viagem, assim como as obras em painel do teatro Paulo Eiró e a dos romeiros. Dessa forma, aumentaríamos o eixo histórico de Santo Amaro.
Todos esses monumentos fazem parte de um eixo histórico do bairro que mereceria estar no catálogo turístico da Prefeitura e não deixar morrer uma história mais de quatro séculos. Por esse motivo e muito mais que Santo Amaro é considerado a capital da zona Sul, um bairro-cidade, que tem que ser administrado diferentemente, ou seja, por filhos da terra que tem comprometimento com essa história local, respeitar seu passado e incrementar progresso com preservação.