Natural da cidade do Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1931, veio viver em Santo Amaro com seus pais quando ainda era apenas uma criança de colo. Era filho de Joaquim Cardoso de Mendonça e Angelina Regolim Cardoso de Mendonça; casou-se com Fanny Antunes Cardoso de Mendonça em 21 de outubro de 1961, com quem teve duas filhas: Denise e Heloise e os netos Diego e Thais. Manoel Cardoso de Mendonça, popular Menelão, faleceu dia 9 de abril de 2003, deixando saudades.
Era um santamarense daqueles que adorava seu rincão como ninguém, dedicou sua vida à família sem esquecer-se de estar presente em todos os movimentos vividos por nossa sociedade como, Campanha das Diretas Já em 1984, atuou na campanha contra a emancipação de Santo Amaro em 1985, participava de todos os eventos do bairro liderando e apoiando os atos.
Sempre lutou pelo progresso do bairro, como preservar e cultuar as suas arraigadas tradições, teve uma atuação vibrante no mundo político e esportivo santamarense, notadamente no futebol, onde se destacou. Foi tesoureiro e atleta consagrado do time de futebol conhecido como Palmeirinha, uma das mais tradicionais equipes de Santo Amaro de todos os tempos.
Manoel Cardoso de Mendonça era jornalista por formação acadêmica, tendo atuado na Folha santamarense e na Gazeta de Santo Amaro, onde era autor da coluna ”Atrás da rede”!
Foi agraciado, merecidamente com o prêmio “Botina Amarela”, que é concedido pelo Cetrasa, Centro das Tradições de Santo Amaro, às pessoas de reconhecida e destacada atuação na comunidade santamarense; por isso ansiava-se em homenagear este filho ilustre que se foi e pelo seu caráter, zelo e carinho que sempre dedicou a todos para que sua memória seja preservada e sua lembrança permaneça viva.
Esta terra de Santo Amaro, de Caiubi, abençoada por Anchieta, berço de Borba Gato e Paulo Eiró, Júlio Guerra, como ele não se cansava de repetir, poderá, assim, denominar de Manoel Cardoso Mendonça, uma Casa de Cultura de Santo Amaro, que já sediou o antigo e histórico mercado de Santo Amaro, fundado em 25 de abril de 1897.
Portanto, nada mais justo que prestar essa homenagem a uma casa que naquela época foi construída para resolver o problema da comercialização de produtos agrícolas de nossa região para abrigar em definitivo o mercado, localizado na então Praça São Benedito, depois Praça do Mercado e até hoje Praça Francisco Ferreira Lopes, 434.
Além de favorecer a comercialização do que era produzido em uma extensa zona rural, constituía uma das principais fontes de arrecadação do município, até a anexação à capital em 1935.
O mercado de Santo Amaro manteve suas funções originais até 1958, quando foi inaugurado um prédio maior e mais moderno, próximo ao cemitério de Santo Amaro; a partir dessa data houve uma degradação, pois não se sabia o que fazer com o prédio que abrigou diversos órgãos como depósito municipal de materiais de obras, depois sede do grupo de escoteiros Nove de Julho, Museu Folclórico, e depto. da Secretaria do Trabalho, onde se emitia carteira de trabalho.
E desde 2002 tornou-se Casa de Cultura de Santo Amaro, com diversas atividades culturais, como: palco de um movimento cultural inovador, chamado Samba da Vela, samba genuinamente santamarense para São Paulo e o Brasil e também aos domingos tem uma programação dirigida à música sertaneja e exposições de diversos segmentos culturais de quadros, contadores de histórias, saraus e poetas.
Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), garante a sua integridade para cultura santamarense.