Santana, meu eterno Texas

Hoje é domingo! Estamos no ano de 1965 e estou com mais ou menos dois anos e meio. Já fui à missa na Igreja de Santana, como sempre lotada, mas a fé predomina.

Agora estou tomando um sorvete Polar e eis que surge o Sergio Reis, que faz questão de pagar. Também pudera está arrebentando nos programas da Jovem Guarda que a Record está transmitindo sob o comando de um jovem cantor chamado Roberto Carlos:
– “Billy, eu vou levar você para assistir pessoalmente o programa” – disse o Ronaldo que na companhia do Marcio estavam sendo “lançados” sob o nome de “Vips”.

O Marcio havia estudado comigo no Colégio Buenos Aires.

Texas era o apelido da Santana que foi importante para as nossas vidas. Era o centro de tudo, dos estudos, das partidas de futsal que era a coqueluche. Quem não se lembra do Frega, do Efrain e de outros craques…

As saídas para os bailes de formatura do outro lado da cidade eram algazarra total, todos unidos embarcando nos bondes, trólebus, etc.. E namoros na escuridão dos cines Hollywood, Vogue,eram convites aos beijos roubados sob a vigilância dos lanterninhas. Fui pego varias vezes, levando pitos dos guardas.

Era a magia da juventude.

Santana, o eterno Texas, cravado em nossos corações.

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