Joaquim Floriano de Toledo nasceu em São Paulo e aos 17 anos já servia como amanauense da Secretaria do Governo. Em
1822 foi auxiliar de D. Pedro I, de quem foi muito amigo, tendo
escrito o primeiro Ato após a Independência. Em 1823 foi nomeado
Secretário do Governo, lugar que ocupou até 1838.
Entre 1830 e 1842 foi Deputado por São Paulo, e ocupou também o
cargo de Presidente da Assembléia. Em 1848 foi nomeado vice-
presidente da Província de São Paulo. Em 1851, foi nomeado
Tesoureiro da Fazenda, lugar que ocupou até 1863. Faleceu em São
Paulo no dia 18/04/1875.
Quanto a existência da rua no Itaim Bibi/SP, no final do século XIX,
coube ao filho José Couto de Magalhães a realização de várias
benfeitorias no local, abrindo um caminho que hoje é a rua Joaquim
Floriano, naquela época considerada a "estrada principal". Ele foi o
primeiro herdeiro(1898) da Chácara do Itaim, após a morte do seu
pai, o general Jose Vieira Couto de Magalhães, este apontado
oficialmente como proprietário dessas terras desde 1896.
Com oito metros de largura, seu leito era todo de pedregulho e
ladeada de magnólias e era considerada simplesmente de continuação
da Brigadeiro Luís Antônio. Essa rua teve sua origem em um terraço,
que servia de caminho para a Casa Grande da chácara.
Esta rua foi aberta na antiga chácara, propriedade posteriormente
arrematada (1907) por Leopoldo Couto de Magalhães – o médico – irmão
do general. Entre 1910 e 1920, a propriedade foi dividida entre sete
herdeiros e alguns estranhos, ocasião em que surgiram as primeiras
ruas que serviram inicialmente de "caminhos" entre as chácaras.
Foi a principal via de acesso ao bairro. Foi também a primeira a
receber asfalto, luz e água e ter sido o primeiro núcleo comercial,
cultural, de prestação de serviço e de lazer.
Num primeiro momento, o comércio que ali se desenvolveu girou em
torno das necessidades do bairro. Na rua Joaquim Floriano surgiu o
primeiro açougue do bairro (o de D. Assunta). Com a população
crescendo, os estabelecimentos escolhem esta rua para se
estabelecerem.
Entre 1920 e 1930, costumava-se dizer que "tudo estava na Joaquim
Floriano" (padaria, venda, farmácia, parteira, médico, delegacia,
cinema, grupo escolar).
Porém, dois estabelecimentos marcaram mais fortemente a história
desta rua: o primeiro deles é a fábrica de chocolates "Kopenhagem",
fundada por David Kopenhagem e sua esposa D. Anna, imigrantes da
Letônia, que chegaram ao Brasil em 1925. Em 1943 a família adquiriu
o terreno onde instalaria a indústria. O outro estabelecimento que
marcou a história da rua foi o antigo supermercado "Peg-Pag", que
revolucionou o antigo sistema de compra e venda, instalado nos anos
60 na confluência da Rua Joaquim Floriano com a Santo Amaro,
Brigadeiro Luís Antonio e São Gabriel.
Grupo Memórias do Itaim Bibi/SP
prof Helcias B. de Pádua