Revolução industrial

A mudança que São Paulo e o Brasil tiveram nos anos 60 em todos os sentidos, mas em particular na parte econômica, futebolística e artística, foi espetacular. O movimento em São Paulo foi de transformação radical, não obstante a ditadura, que não conseguiu frear a desenvolvimento.
Futebol, dispensa comentários. Onde ainda hoje cultivo grandes amizades, por ainda praticar e ser meu esporte favorito. Economia, com a fabricação de veículos nacionais VW e outras.
Artística, os grandes festivais da Record, TV Tupi e outras; programas de palco (Brota Jr. e esposa, Airton Rodrigues e esposa – almoço com as estrelas), Roberto Carlos, Programa Sílvio Santos (participei de encontros com casais 81), Cirquinho do Arrelia etc… Sem falar de cantores… Ah, não é bom citar nomes, pois posso esquecer de algum, deixo para comentários.
Saudades das placas nas fábricas: "precisa-se", beleza, não faltava empregos para ninguém.
Meu primeiro emprego foi em 60, na oficina de geladeira do Giovani Picolli, lá na Rua Araguari, ao lado do Caetano Lázaro, tinha também o Dino, italiano que era encanador (jovem não quer ser mais encanador não, quer ser doutor), e com sua lambreta visitava seus clientes, eu ia na garupa com o maior medão, à noite estudava no ginásio Costa Manso.

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