Nasci em 1946 na Travessa Mello Barreto, no Brás. Era uma rua sem saída, primeira paralela à esquerda da Rua Piratininga, no sentido Centro.
Quando tinha três anos de idade, mudamos para a Rua Aristides Lobo n° 33, que era uma travessa da Rua Prudente de Moraes. Lá morei até 1963 e foi lá também que tive grandes amigos, como Cláudio, Juca, Zé Finura, Nivaldo, entre muitos outros.
Estudei no Romão Puiggari desde o Jardim de Infância até o Ginásio (Anne Frank). Frequentava a Igreja Bom Jesus do Brás onde fui, por algum tempo, coroinha de casamentos.
Do comércio local lembro-me perfeitamente da Pizzaria Avenida Chic (esquina da Piratininga com Rangel Pestana), Restaurante Ouro Preto, Ótica Brasil, Papelaria Ruth, Casas Diana, R. Monteiro, Móveis Tepperman, Confeitaria Guarany, Farmácia do Seu Antonio (esquina da Martin Burchard com Rangel Pestana), Lojas Pirani.
Os cinemas que mais frequentei foram Cine Ideal (Rua Piratininga), Cine Brás, Oberdan, Piratininga (a maior sala do Brasil), Roxy, Universo (cujo teto se abria quando as noites eram estreladas) e Glória (Rua do Gasômetro).
No Cine Piratinga assisti a grandes shows, verdadeiros festivais de música popular comandados por Walter Silva (o pick-up do Pica-pau), com artistas como Tony e Celi Campello.
As brincadeiras daquela época eram jogar bola na rua, jogar pião e bolinha de gude, mocinho e bandido e também algumas travessuras, tocar campainha de vizinhos e sair correndo, esvaziar pneu de carros estacionados, etc.
E o quê dizer dos inesquecíveis bailes de formatura na Casa de Portugal, Sírio Libanês, Clube Transatlântico, com grandes orquestras tocando ao vivo.
Ah, bons e saudosos tempos.
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