Retorno ao passado de minha Itaquera querida

O ano, 1965. Desço na estação e ao chegar no jardim vejo, na Gregório Ramalho, o cartório que funciona na casa amarela, ao lado da farmácia do sr. Barreiro, temido pelas crianças da época pelas injeções que aplicava.

Sigo em frente, atravesso as porteiras onde tem um bar com os melhores salgados da região, entro na Rua Pereira Barreto (hoje Tomazo Ferrara), em direção ao Morro do Querosene, passo pelo bar do Mário japonês, com sua estufa, com uma lâmpada acesa para aquecer as sardinhas fritas que eu adorava, logo depois do deposito do Salim, passando a ponte, passo pela venda de dona Conceição, a casa do seu Nicolino, do sr. Gabriel, e chego na subida do morro, encontro seu Jorge, dona Maria Russa, passo pela vendinha, a casa do Dalo, do Nininho, e ao passar pela casa de dona Bela chego ao campo do Falcão, lotado de amigos e parentes.

Do alto do morro, a vista é maravilhosa, o campo do democrático na baixada, o calipeiro, a represa, a pedreira, e muito mais.

A maior parte dos personagens do texto acima não está mais neste plano, mas fazem parte de um passado que nunca vai ser esquecido, mas vai estar sempre na memória dos que fizeram parte deste reino encantado.

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