Os jornais da época: Estado de São Paulo, Folhas, Última Hora, Diários, Gazeta, Gazeta Esportiva, Shoping News, Equipe, Mundo Esportivo, O Esporte… Cronistas de renome: Luiz Martins, Sérgio Milliet, Geraldo Bretas, Wilson Silva, Arapuã, Stanislaw Ponte Preta e outros, como Oto Maria Carpeaux. (Leia a primeira parte do texto aqui).
As rádios eram recheadas de xenófobos musicais despontando: Moraes Sarmento, Vicente Leporace, Henrique Lobo.
Era maravilhoso ouvir Pedro Luis narrando lance por lance um jogo de futebol e em seguida um Mario Moraes dissecar a partida. Um Geraldo José de Almeida com a "melhor máquina de costura do mundo" ou "mata no peito, baixa na terra". O Edson Leite com "Placar no Pacaembu…". Fiore Gigliotti com "torcida brasileira, abrem-se as cortinas…". Outro que filmava a rodada com o conhaque Palhinha, Estevan Sangirardi.
Não menos importantes: Raul Tabajara, Otavio Muniz, Narciso Vernizzi (que se transformaria em homem do tempo), Luis Augusto Maltoni e outros que o tempo apagou de minha memória. Todos eles alegravam nossas tardes esportivas, cada qual ao seu estilo.
O restaurante Fasano era, como hoje, sinônimo de riqueza. Impensável para um bancário, escriturário, balconista, etc.
Para nós, as casas de massas a preço popular como o Dom Marco, Gato que Ri, Casa da Sopa, restaurante Leão do Olido, Giovanni da Rua Timbiras esquina com São João, Salada Paulista na Ipiranga, o primeiro fast food do Brasil. Todos lanchavam em pé.
O Gato que Ri era famoso pela lasanha verde e o “brasado”. Vale ressaltar o restaurante Giratório pela sua concepção original.
Dia de pagamento dava para encarar, vez ou outra, o filé com agrião do Moraes ou a Adega do Arouche, o Papai, ou ainda com mais sacrifício o Almanara da Duque de Caxias com São João, mais tarde com filial na Basílio da Gama.
Era possível comer feijoada todos os dias, no 1, 2 feijão com arroz ou no 3,4 feijão no prato. O Churrasqueto dava seus primeiros passos. Agora comer “sanduba” de pernil era no imbatível bar do Estadão e ali na Rua Nova Barão, próximo à escada rolante num barzinho que também mantém a tradição com o pernil.
No inverno, uma sopa de cebola no Ceasa era bem agradável, porém sair do centro para tomar um cafezinho no aeroporto… era demais. Para mim, programa de índio.
Filas enormes no restaurante do SAPS na Avenida Prestes Maia. Foi meu primeiro contato com os bandejões, preço bem popular, quantidade insuficiente, mas qualidade boa; seria talvez o restaurante Bom Prato da época.
Ainda jovem demais e sem grana para saborear uma cerveja geladinha e freqüentar tais templos, como restaurante Brahma, Leo, Franciscano, Guanabara, Parreirinha (rã – fim de noite), etc, ficava só no conhecimento o que já é alguma coisa, não?
É o caso do Bauru – São Paulo lançou para o Brasil o “sanduba” Bauru e, no entanto nunca estive no Ponto Chic (Largo do Paissandu).
A fama da mortadela no Mercadão é mais recente. Pastel famoso era o da Praça da Sé esquina com Benjamin Constant ou Barão de Paranapiacaba. Não esquecer a calabresa do Califórnia com lingüiça de Bragança.
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