Recordações do externato Macedo Vieira

Que saudades de São Paulo! Que saudades da Aclimação! Estudei no Externato Macedo Vieira de 1963 a 1967(da primeira a quarta série primária). Não tenho muitas lembranças, mas me lembro muito bem do prédio, do portão de entrada, do pipoqueiro, da sala de aula e da hora do recreio. E de Dona Filhinha… Impossível não lembrar!

Nunca frequentei a pré escola e quando meu pai me levou para fazer uma avaliação para saber se eu poderia entrar na primeira série, lembro-me muito bem do que Dona Filhinha disse:
– “Se ela conseguir copiar irá para a primeira série, mas se não conseguir vai fazer o Pré…”.

E eu, com a mãozinha de sete anos tremendo, pedi ajuda ao meu anjo da guarda:
-"Copio ou não copio? Escrevo ou não escrevo? Meu anjo da guarda o que é melhor para mim?

Escrevi e fui para a primeira série.

Como me lembro dos uniformes! Coisa mais chique, uniforme de inverno e de verão… Saia xadrez e boina vermelha compunham o uniforme de inverno e saia de fustão branca era o uniforme de verão… E a roupa da primeira comunhão, que coisa mais linda… Comprida com galões dourados. Foi na Igreja que tem no bairro da Aclimação… Um bosque lindo…

Eu ia para a escola de ônibus com o senhor Erasmo, um ônibus escolar com “cara” de antigo, pois eu morava na Vila Mariana…

Um belo dia, quando estava na metade do caminho, o ônibus teve que dar meia volta… Parecia uma guerra nas ruas… Muito tempo depois fiquei sabendo que era o Golpe de 64!

Mas na quinta série minha família mudou-se para Socorro, onde fui fazer admissão (a geração mais nova nem sabe o que é isso). Então fui morar em Socorro e quando me lembro, sinto tanto, pois eu nunca peguei o endereço de minha melhor amiga, Irene (não sei nem o sobrenome, pois criança não se preocupa com isso). Lembro-me que ela era japonesa e tenho uma foto junto com ela no meu álbum de infância. Nunca mais a vi, nunca mais soube dela.

Anos depois passei em frente ao colégio, mas era um domingo… Na minha vaga memória me lembro também de outra amiga chamada Lilian Rose…

Quem sabe um dia uma de vocês possa ler essa mensagem.

Obrigada cidade de São Paulo por eu ser paulistana!

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