Quem os conhece sabe que é verdade

Hoje, isso não é mais muito comum, mas já houve época em que era até meio que usual: os pais colocarem os nomes dos filhos, iniciando com a mesma letra. Na minha casa mesmo são: Milton, Marcos e Maurício. Tenho um tio que os homens começam todos com A e as mulheres todas com M. 
 
Mas lá na Parada Inglesa, bairro em que nasci, cresci e vivi boa parte de toda minha vida, lugar para onde haverei de voltar, tinha um casal que superou todas as expectativas no sentido de combinar nomes, sejam os deles como o dos filhos. Para começar, em uma quermesse que aconteceu na Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, quando a sede da paróquia ainda era lá na Capelinha de São Jose, próximo do prédio do antigo Grupo Escolar Frei Antônio Santana Galvão, isso lá pelos idos de 1937, o seu Gino conheceu uma linda senhorita que por coincidência chamava-se Gina. A paridade dos nomes foi o tique para a paixão que acabou resultando em um casamento já no ano seguinte de 1938. 
 
Neste casamento, aliás muito bem sucedido, foram felizes até quando Deus levou a dona Gina, em 2004, e não tardou a vir buscar seu amado Gino, em 2006. Nasceram sete filhos, nada incomum para aqueles tempos que ter muitos filhos era rotineiro. Quatro eram meninos e três eram meninas – hoje são adultos há muito tempo e já são pais de filhos e avós de muitos netos, eu conheço todos. 
 
Mas o inusitado mesmo foram os nomes que o seu Gino e a dona Gina deram a estes quatro filhos e três filhas, amigos meus. Os rapazes chamam-se: Lino, Rino, Pino e Nino. As meninas chamam-se: Pina, Rina e Lina. 
 
Um abraço a todos vocês meus grandes amigos (não se esqueçam de que vocês prometeram que iam ler este relato). Saudades eterna dos seus pais, Gino e Gina.