Talvez, a melhor coisa das viagens seja a saudade de casa. Já estive nos quatro cantos deste país, pois, levado pela minha profissão, eu ando muito por aí. Extremamente minimalista, ando com quase nada na bagagem, trago pouquíssimas lembranças palpáveis, muitas sensoriais. O que trago é o que vejo.
E, como deixo claro na abertura deste texto, o que mais me emociona não é o que deixei bem longe, mas o aproximar-me de São Paulo, da minha casa.
Casa terra, casa lar. Andar, correr, chegar, sentir o coração apressado na expectativa do abraço apertado no topo da escada, ai!
Depois, gosto de circular pelas ruas, ruas do meu bairro escuro, mas bonitinho. Andar com quem me quer bem, filosofar. Contar das coisas que vi e das que vivi por aí, repetitivas coisas às vezes, mas que se tornam novas pelo prazer novo de contar, pelo prazer novo de ouvir, pela ventura eterna de prosear.