Li, há algum tempo, uma crônica sobre uma mulher que foi a um consultório médico. Antes do atendimento, teve que responder a algumas perguntas para que fosse feito seu cadastro. Quando a secretária lhe perguntou qual era sua profissão, ela parou e ficou um bom tempo pensando. Quando a funcionária insistiu na pergunta, ela respondeu:
– Sou médica, enfermeira, assistente social, educadora, psicóloga, motorista, especialista em finanças, advogada, diplomata, juíza, cozinheira, decoradora, estilista, costureira e por aí afora. A secretária ficou muito espantada e sem ação.
Realmente, quase ninguém se dá conta que quando uma mulher responde, ao ser indagada, que é dona de casa, ela deveria ser bem mais valorizada. Geralmente temos vergonha de nos declararmos que somos uma profissional do lar, que, de tantos afazeres, muitas vezes nos esquecemos de nós mesmas!
O meu marido valoriza sobremaneira o trabalho da mulher, principalmente o de dona de casa – seja empregada, faxineira ou patroa. Diz que não sabe como as mulheres aguentam essa carga; que realmente a mulher é o sexo forte e que se os homens não as tivessem ao seu lado, coitados deles! Se reclamo ou comento sobre algo que não foi muito bem feito, que ficou a desejar, sugere que eu releve, afinal, “coitada, já fez tanto”!
Infelizmente, conheço homens que não valorizam suas esposas ou funcionárias, tratando-as como se não tivessem vontade, desejos, aspirações, momentos de alegria e de tristeza…
Esperemos que haja uma conscientização maior da parte dos homens que ainda estão com uma venda muito eficiente nos olhos, que não lhes permite enxergar o quanto uma mulher pode ser incrível e o quanto ela pode modificar sua vida, com amor, carinho e entrega!