Pois é! Mas que aprendeu, aprendeu

Em 1997 ou 98, não me lembro bem, eu dava aulas de Geografia, na quinta série da Escola Estadual Silva Jardim, lá na Av. Tucuruvi. Muito bem, em um dia qualquer, não sei o porquê, um aluno me perguntou o que era aquilo mole que ele tinha visto saindo de dentro de um vulcão em erupção. Claro que eu respondi, nunca os deixei sem resposta. Então eu comecei a explicar, disse que aquilo mole era magma e que no início a Terra era tão quente, mas tão quente que o calor dela derretia tudo o que havia por aqui, mas com o tempo a Terra foi esfriando e que a parte periférica dela tinha se transformado na crosta terrestre… Este espaço que é habitado por nós, pelas plantas, animais, oceanos, mares, rios e lagos, mas que a parte interna dela ainda estava muito quente, toda derretida e que os vulcões, têm um duto, um tipo de cano profundo que liga a parte de cima àquela parte de baixo da Terra que ainda está derretida e que, às vezes, esta parte derretida sai por este duto.
 
Como percebi que alguns deles não tinham entendido direito, fiz uma correlação entre a Terra e um bolinho de chuva mal frito. Afinal, quem nunca comeu um bolinho de chuva?
 
Então disse:
– Imagine que sua mãe está fazendo bolinho de chuva, mas que você está com muita pressa de comê-lo, e você fica apressando-a e ela cansada de sua chateação não frita direito o bolinho. O que acontece? A parte de fora fica fritinha, mas lá dentro a massa ainda está mole, certo? Então é mais ou menos assim com a Terra. Isto posto, fiz os desenhos na lousa, pedi para que eles copiassem e avisei que ia pedir na prova. Afinal, eu tinha ensinado, “ok”? Muito bem, no dia da prova fiz a pergunta e um deles lá respondeu:
– A Terra é que nem um bolinho de chuva mal frito. A parte de fora está durinha, mas a parte de dentro ainda está mole. É esta parte mole que sai pelos vulcões e o nome dela é que nem o nome da minha vizinha. Dona Magda.
 
Aprendeu, só errou no nome.