Longe estão suas montanhas
Longe vão o leito de seus rios
Da cabeceira das montanhas
Há nascentes de amor para seus filhos
Cidade adorada e consagrada
Pelo trabalho e reflexão
Quão tamanho é seu porte
Tão grande é seu ser
Luz de amor e salvação
Mãe Mater desta terra
Mãe Pátria desta história
Qual teu nome seja
Enquanto vivos formos daremos
Louvor e graça à sua glória
Cidade de luz adorada
Calor de mãe no colo
Amor de Mãe-Pátria no solo
Viva São Paulo terra querida!
Que vãos são desejos de perdição em sua glória Amor e céu, Pátria, não tem preço De tôdas as suas lutas nenhuma desmereço Nunca houve sabor amargo de vitória
Viva São Paulo terra querida!
Longe vão tuas lutas e glórias
Como o amigo que vem de longe: anda!
Corre! Avança! Vence a aurora!
Seus quartéis, sua espada foram longe
Seus soldados vararam o horizonte
Seus passos largos ecoam longe!
Quando o algóz em espada avança
Vem! Caminha para a tua glória
Rejubila e dança com a vitória
Mestra amada de muitas escolas
Guia teus passos, segue tua aurora
Espia e avança que é hora
Outro dia vem nascendo, é certo
Já é hora.
Escrevi esta poesia numa noite inspirada de maio de 1985.
Pensava naquele momento na grandeza desta cidade e na sua história pois tinha acabado de ler uma livro sobre seu começo: os índios que aqui habitavam e seus primeiros habitantes europeus. Pensava no que ela se tornou, seu tamanho imenso e em como ela abraça a todos que aqui chegam e no seu sentido histórico e econômico para este país.
Achei que deveria colocá-la aqui.
É uma forma de contar história.
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