Pescarias na Ilha do Bororé (Represa Billings)

Anos 60. A cada tanto, combinávamos a nossa costumeira pescaria, com destino ao rancho do Vitório, localizado após a segunda balsa, na Ilha do Bororé, São Paulo, Capital.

Éramos todos conhecidos e vizinhos da região de São Judas Tadeu – Vila Monte Alegre. Íamos numa média de 10 a 15 pessoas, numa caminhonete de um dos amigos do grupo, viajando a maioria, na carroceria sob uma cobertura improvisada. Partíamos muito cedo, normalmente, aos domingos e voltávamos à noite.

Lembro-me que na ida, passávamos pelos bairros da Vila Santa Catarina, Interlagos e Cidade Dutra, onde parávamos para tomar café e cada qual comprar o seu pãozinho quente. Em seguida, continuávamos pelo Grajaú, atravessávamos a primeira e a segunda balsas e ,finalmente, chegávamos ao rancho.

No rancho, o pessoal se dispersava e cada um acomodava sua “tralha” em seu ponto predileto da represa, onde armava suas varas e linhadas com intenção de ali permanecer até o final do dia. Tendo em vista o fato de ainda não existi r poluição significante nas águas, conseguia-se pescar belos peixes sadios, como, tilápias, caras, bagres e traíras.

Rente à noitinha, com a pescaria realizada e as "tralhas" nas costas, o pessoal aos poucos retornava para a caminhonete e, a partir de então, iniciava-se o ciclo de prosas, mentiras de pescador, contos de vantagens, brincadeiras, gozações, etc.. Tudo isso, entretanto, dentro de um clima amistoso e muito agradável.

Ao final, após o regresso, dividíamos a despesa do combustível gasto na viagem, caracterizando um preço insignificante diante do maravilhoso passeio realizado.

Lembranças de: Alfredo, Zeca, Juca, Lerno, Tonhão, Raulzinho, Fon-Fon, Lelé, João Barbeiro, Fatore, Romeu, Zé Pretinho, Luiz Ribeiro, Paulo, João Moraes, Zé Maria, Julio, Manoel Marcilio, Chico policial, etc. (entre os quais, muitos in memoriam). Que Deus nos tenha ao seu lado e nos abençoe.
Muitas saudades!

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