Hoje acordei inspirado, lembrando das fases deliciosas da vida e que não podem passar despercebidas, permanecendo guardadas sem divulgá-las. Falar de São Paulo é falar de vida, pujança e acima de tudo é falar de uma terra de oportunidades que recebe a todos com um carinho especial.
A Praça da República, local em que quando menino passava um bom tempo para sonhar enquanto estava na hora do almoço, pois trabalhava em um escritório na Rua Sete de Abril, Praça do Patriarca, Auditório da Rádio Cruzeiro do Sul e depois Piratininga, onde nos divertíamos nos programas de auditórios ali realizados.
Como todo menino, as guloseimas eram consumidas de maneira voraz, quando tínhamos algum trocado sobrando no bolso, e isto era difícil.
Alguém se lembra da pastelaria na Praça da Sé esquina com a Rua Barão de Paranapiacaba? Êta pastelzinho bom tinha até azeitona. E do minúsculo bar do Largo do Café, apenas um corredor, que fazia um "cachorro quente" delicioso que com um guaraná caçulinha era um verdadeiro banquete.
Na Rua 15 de novembro a esfiha do japonês e na Praça Antonio Prado perto do prédio do Banespa, a esfiha do Sírio Libanês, ele fazia questão de assim ser chamado. Quando chegava no fim do ano, ia na exposição na Praça do Patriarca, para escolher um terninho comprado a prestação que nos deixava numa elegância que você nem imagina.
Ia me esquecendo do bar na esquina da Rua Sete de Abril com a Conselheiro Crispiniano, que servia arroz, salada de batata e ovinho frito, era uma delícia aquela comidinha, ainda mais com fome. Você acha que quem nasceu e viveu em São Paulo naquela época, anos de 1950, pode esquecer daqueles momentos felizes, sem contar algumas dificuldades que tínhamos e que se transformavam em motivo de piadas e contos alegres.
Obrigado minha São Paulo por ter me dado tanta alegria.
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