Penha, a oitava maravilha do mundo

Maravilhoso, sob todos os aspectos, o bairro da Penha é uma eterna magia. Nasci, cresci e aprendi a viver em comunidade neste lugar mágico. Desde 1947, sou um penhense convicto. Como pode haver tanta gente boa em um bairro como este?

Quando pequeno, eu gostava de ocupar todo espaço da minha querida Penha de França. Nasci na Rua Caixa D’água, hoje Rua Plínio Augusto de Camargo, travessa da Rua Caquito, que ainda era de terra. Como eu era feliz! Jogos de botão pelas calçadas, carrinhos de rolimã, futebol.

Lembro-me ainda quando aparecia o caminhão da caravana "O peru que fala", nada mais nada menos do que o (hoje) Silvio Santos! Lembro-me de um show da Wanderléia na Praça Oito de Setembro e do homem que andava no cabo de aço, que chamava Peter Reeling, (um cabo era esticado do Cine Penha Palace ao outro lado da Rua da Penha).

Estudei no Grupo Escolar Santos Dumont, onde peguei meu primeiro diploma, que felicidade! Eu era pobre, mas sempre ia à escola com a roupa bonita que minha querida mãe costurava. Ganhava lápis da casa de material de construção Natal Basile, na Rua Perequê.

Foi uma vida difícil, mas compensou. Aos dezoito anos fiz um concurso na Prefeitura e fui aprovado, isto em 1967. Como bom penhense, vim trabalhar na Administração Regional da Penha, para poder estar sempre à disposição dos penhenses, e lá me aposentei em 1998.

Fui sócio do Clube Esportivo da Penha, quando o presidente era o Sr. Felix Laçava. Que pessoa extraordinária!

Na Penha, quando menino, eu era chamado de "Gica", apelido que, até hoje, alguns ainda me chamam. Neste pedaço de chão arrumei muitos amigos, e até hoje, com todo prazer, nos encontramos nos mais variados lugares.

Falar da Penha é fácil, pelas características que ela apresenta, época de carnavais, época de futebol, época dos bailes. Eu só tenho mais uma coisa a falar: Muito obrigado Nossa Senhora da Penha, por ter emprestado seu nome a este bairro tão querido.

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