Quando era pequeno, com idade de uns cinco anos, minha mamãe, meu papai e eu íamos à casa de minha tia Maria na cidade de Mauá. Como sempre, pegávamos o ônibus em Santo Amaro e íamos até o centro de São Paulo, onde parávamos no Anhangabaú e atravessávamos o centro até Parque Dom Pedro, onde pegávamos o ônibus até Mauá.
Todas as vezes que fazíamos este percurso, minha mamãe sempre parava nas Lojas Americanas do centro. Não sei bem qual era a rua, mas quando a gente via as Lojas Americanas, a gente ficava muito contente, pois sempre ela comprava para nós um lanche de salsicha com molho de cebola com pimentões. Como era gostoso este lanche!
Além de acharmos o centro de São Paulo, naquela época, muito bonito, era limpo e tinha muita agitação. Não tinha a correria de hoje não; a pessoas eram prestativas e existia um perfume no ar, algo que só existe no mundo de criança que observa tudo e acha tudo diferente. As pessoas, as lojas, o barulho do vendedor de biscoitos e doces, o cobrador com seus bilhetes de várias cores, os quais picotava no decorrer da viagem.
E nas Lojas Americanas tinha muita coisa boa para se comprar além dos brinquedos. Como tinha brinquedo naquela época… – mas era brinquedo de brincar, e não como os de hoje, que a gente só olha, pois a bateria faz o movimento e temos videogames.
A gente, quando era criança naquela época, vivia em encantamento, pois não tinha a violência que se tem hoje, além de sempre passear no Mappin da Praça Ramos de Azevedo e ver, de longe, o Teatro Municipal. Lá no Mappin tinha os ascensoristas nos elevadores, que anunciavam os andares e qual tipo de mercadoria que se vendia naquele andar.
Como era bom ser criança e não saber o que estava acontecendo, pois para nós era tudo alegria e brincadeira.
Como era bom passear e visitar o centro! Nestes passeios, o que eu gostava mesmo não era de ir na minha tia, e sim de passar pelo centro de São Paulo e comer um saboroso lanche nas Lojas Americanas.
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