A missa dominical católica realizada na Paróquia Santa Ana, localizada na Rua Voluntários da Pátria, muito perto da esquina da Voluntários com a Rua Doutor Cesar, em Santana, é algo especial. A citada paróquia é grande e mesmo assim, não sobra um lugar sequer para se sentar, caso a pessoa chegue um minuto após o início da missa. Já é tradição a referida paróquia ficar lotada, eis que pessoas de todos os bairros adjacentes à Santana já possuem o hábito de assistir o culto religioso católico das 9 horas da manhã do domingo.<br><br>Impressionante o quanto a igreja fica cheia, e o calor humano toma conta de todos que a uma só voz acompanham os cantos litúrgicos a ponto de a emoção aflorar. Eu, particularmente, comecei a frequentar as tais missas em 1979, quando ao lado de minha então amada Rita fazíamos promessas de amor eterno. Hoje, minha residência fica a 330 quilômetros de distância da Igreja de Santa Ana, a qual, diga-se era avó de Jesus Cristo, ou seja, mãe da Virgem Maria.<br><br>Então, atualmente, nas raríssimas vezes que vou à Sampa, vou à missa que fez parte de minha vida e fico próximo da imagem de Santa Rita de Cássia. Vou, rezo, fecho os olhos e penso no tempo em que ao meu lado estava a Rita (há 32 anos) terráquea de carne e osso, por quem eu era apaixonado. Hoje estou casado com outra pessoa, porém, não há dia que não me indague sobre o paradeiro da Rita amada. <br><br>Oxalá eu soubesse que assim como eu, ela também se realizou social e afetivamente. As missas realizadas na paróquia objeto desta mensagem têm algo especial. Há algo no ar. São centenas de fiéis confiando em dias melhores e rogando por saúde. Quanto a mim, quando lá estou, difícil não se envolver com o pretérito. Que Deus nos abençoe, não é mesmo?<br><br><br>E-mail: [email protected]<br>