Nos anos 70 eu estudava no Colégio Santa Inês, localizado na Rua Três, bairro do Bom Retiro.
No colégio tinha uma menina linda chamada Claudia, eu até hoje sei o sobrenome dela, mas não vou citar. Estudávamos na mesma classe e de repente me vi completamente apaixonado por ela. Era meiga linda e atenciosa.
Os colegas faziam bailinhos de aniversário e todos nós éramos convidados. Lembro-me especialmente de um na casa de um colega chamado Claudio, que morava no Pari.
Tímido, eu ficava conversando em um canto com a rapaziada e olhando furtivamente para a minha amada Claudia sem que ela percebesse, graças ao disfarce da luz negra, comum nos bailes da época.
De repente começou a tocar uma musica lenta e linda, e surgiu na penumbra da luz negra a Claudia, bem em minha frente, e me convidou para dançar. Devo ter tremido por inteiro, mas fui dançar. Sob o encanto da paixão me vi absorto com minha amada nos braços, pedindo aos céus que a musica nunca tivesse fim.
Foi uma viagem com mil sonhos que só acabou quando a musica terminou e eu com essa minha timidez fui para o meu canto suplicando para que ela me convidasse para dançar assim que tocasse a nossa musica novamente, o que não aconteceu.
Isso esta na minha memória há mais de trinta anos e até hoje a sinto em meus braços.
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