Padre Balint e a colônia romena de São Paulo

Nos anos 50 chegaram á São Paulo, vindas da Europa, umas 40 famílias de romenos imigrantes. Foram acolhidos pelo padre Balint que, como ele contava, tinha vindo para o Brasil com a ajuda do Vaticano no ano de 1926.

A origem do padre Balint era da Transilvânia de Sibiu na Romênia. Como sacerdote católico e missionário se destacou pelas obras que idealizou, ficando conhecido não somente no Vaticano mais em toda a cidade de São Paulo. Idealistas como ele foram poucos e, naturalmente, o reconhecimento estava nos diplomas que se encontravam nas paredes do seu pequeno quarto recebido como agradecimento por suas fantásticas obras pelos três papas.

Ele foi o criador do “Circulo Operário Ipiranga”, da “Colônia de Ferias em Itanhaém”, no Oceano Atlântico e do Hospital Leão Treze.

Por intermédio de uns romenos, o doutor Nicolas Iancu, Augustin Hila, doutor Popescu e outros, fomos conhecê-lo também.

Tive que reconhecer a ajuda que o padre Balint deu a colônia romena de São Paulo naquela época, pois ele, como católico, conseguiu do Vaticano a permissão de nos oficiar o serviço religioso ortodoxo, em romeno, por anos a fio, quando a colônia não tinha padre.

Eu, como presidente por muitos anos dessa entidade, tinha muito contato com ele (uma das minhas filhas ate foi batizada por ele).

O padre Balint não somente oficiava o serviço religioso em romeno, mas arranjava os lugares de oficiar tais serviços. Na Santa Olga, na casa feita por Jafet no Ipiranga, onde tinha uma pequena capela, ele fazia os serviços religiosos.

Depois do seu falecimento não sei o que aconteceu, pois eu voltei para a Suíça, devido cidadania da minha senhora.

Os romenos costumam usar a seguinte frase quando se lembram de um falecido:
– “Que a Terra que cobre os seus restos mortais seja leve!”

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