Hoje vou contar uma linda história de uma padaria, que ficava na Rua da Consolação, entre Alameda Santos e Avenida Paulista, Padaria Pão Divino. Os donos eram srs. Bernardo, Alcindo, João e o engraçadíssimo balconista Roma.
A padaria fazia diversos tipos de lanches, mas tinha um que era uma delicia, mortadela na chapa com molho vinagrete, era um lanche barato. Quando estávamos curtos de grana, falávamos bem baixinho para o Roma fazer um, ele gritava bem alto: “sai um infeliz na chapa para o cavalheiro de terno azul no canto do balcão, capricha porque está curto de grana”. Toda a padaria ria.
Em frente à padaria tinha a boate Nostro Mondo, com uma ótima freguesia. O costureiro Dener, Nelson Gonçalves e muitos outros frequentavam a padaria.
O Roma servia o lanche para o freguês e comia metade do lanche, o freguês ficava surpreso, mas ele dava a outra metade e todos davam risada. Quando o freguês estava bêbado, ele colocava laxante na bebida e trocava as chaves do banheiro; era uma loucura, o cara saía correndo da padaria sem saber para onde.
Certa vez era mais de meia-noite, o Bernardo não conseguia fechar a padaria, pois tinha uma mulher bêbada e não queria ir embora, queria comer um lanche. Fizeram um churrasquinho com muita pimenta vermelha no lanche, e na primeira mordida a mulher sai soltando fogo pela boca, sai correndo gritando. E aí conseguiram fechar.
Esta padaria tem histórias maravilhosas, mais tarde eu conto mais. Um abraço, feliz ano novo.
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