Quem não se lembra da antiga Guarda Civil? Andavam sempre em dupla na viatura, um Fusca preto e branco. Usavam quepe e terno azul marinho. Impunham respeito. Viaturas grandes eram só usadas para o transporte de presos. Os tempos eram outros, a criminalidade não era tão grande como hoje. Circulavam pelo bairro e eram até conhecidos dos moradores. Nos cinemas sempre havia um deles em traje de gala com espada e polainas, fiscalizando a entrada do público. Quem não tinha idade para assistir ao filme programado não entrava mesmo. E havia também a Polícia Feminina, que nem armas usava. Abordavam as pessoas com educação, mas se fosse preciso também agiam com rigor.
A Força Pública, militar, ficava nos quartéis e só era acionada em casos excepcionais. Eu era garoto e, sem motivo, morria de medo do Juizado de Menores que vez ou outra passava pela rua nas suas peruas Ford ou Chevrolet na cor azul. Certa vez surgiu na esquina um molecão em dasabalada carreira e logo atrás a tal perua azul, já lotada de menores, com o comissário em pé no estribo. O molecão enveredou por uma vilinha que ligava as duas ruas, onde a perua não entrava, mas o agente saltou rapidamente e foi atrás, enquanto a viatura dava a volta no quarteirão até a outra rua. Nunca vi alguém correr de forma tão veloz como o tal comissário de menores. Alcançou facilmente o garotão. Os menores mais perigosos eram levados para o Instituto Modelo de Menores, que ficava no Tatuapé. Depois virou FEBEM e hoje já está até desativado.
Com a ditadura militar, a Guarda Civil se uniu à Força Pública dando
origem à atual Polícia Militar, que já não está mais dando conta de lutar contra a bandidagem. Como será futuramente?
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