Os mananciais da minha terra II

Olho pela janela e penso: “Está tudo verdinho outra vez”. O ar está menos carregado e a gente respira bem melhor.
 
Na minha vida nunca tinha sentido tanto calor nesta cidade, dizem que é o efeito estufa. O homem irá acabar com o planeta mais cedo do que imaginamos, se continuar nesse ritmo frenético de destruição.
 
A frota de carros aumenta mais e mais, ninguém quer andar a pé. Em uma família todos tem carro, mal sai da adolescência já quer um carro, sem ter noção do que isso vai acarretar: mais veículos nas ruas, mais poluição, sem contar na falta de responsabilidade dos jovens.
 
Esse é o meu olhar sobre o futuro.
 
Agora, o Alkimin quer as águas do Rio Paraíba e o Sérgio Cabral está também na disputa. Antigamente se brigava pela divisa dos rios por causa do gado, hoje se briga pelas águas por causa da população, o mundo realmente tem mudado.
 
Outro dia, fui passear no bairro onde nasci. Está tão estranho, nem reconheço mais… Somente a escolinha das Palmeiras e a represa que faz parte do Sistema Cantareira, tão baixa, que dá medo.
 
O que será do futuro sem água, sem o bem maior que a natureza nos dá. Como dizia meu pai, quando eu ia atrás dele jogando a semente na terra, fazia perguntas e ele respondia na sua simplicidade de um homem do campo analfabeto das letras, mas sábio na cultura da terra.
– “Se não chove, ‘nóis’ morre de fome”.
 
Se o homem não respeitar e continuar jogando lixo nas águas, poluindo, queimando, o que irá sobrar será um planeta marrom ao invés de um planeta azul.
 
O mundo que iremos deixar para os nossos filhos, depende dos filhos que iremos deixar para esse mundo (não me lembro de quem é essa citação)