Os domingos no centro de São Paulo, Feira de artesanato

Durante os anos 70 a 90 eu trabalhava no centro de São Paulo, na Rua Barão de Itapetininga, Galeria Califórnia, mas aos domingos eu era viciado em levantar cedo, e correr para a feira da Praça da República, artesanato ou feira hippie. Era gostoso, estacionava o meu carro na Vieira de Carvalho, e os porteiros do prédio já estavam lavando as calçadas, vinha o cheiro gostoso de orvalho, nas bancas de jornais lá estava o "Estadão", exposto para leitura, algumas senhoras iam para a feira (Santa Cecília ) e outras iam para a missa (pois não tem domingo sem missa, e nem segunda sem preguiça), aí tomava-se um café na "Dulca" ou no '"Gato que ri'" e íamos à feira, conheci turistas ali que até hoje temos amizade, com troca de correspondências, meus quadros comprados na feira já estão indo para 37 anos, e rolava a amizade com todos os artesãos. O dia já corria, mas dava tempo de tomar um chopp no "Pingão" do Largo do Arouche. Aí eu pegava o meu carro e corria para a minha casa na Penha, onde a minha "saudosa mãe" já me aguardava com o macarrão feito em casa, com bracholas e porpetas, e perguntava: "trouxe o pão"? Parece ser burguês, mas não é. Este realmente era o verdadeiro “domingão", saudades.

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