Durante os anos 70, na minha adolescência e juventude, como morador do bairro do Brás, justamente na esquina da Avenida Rangel Pestana com a Rua Prof. Batista de Andrade. Eu e os meus amigos, amigas e namoradas, participávamos dos bailes regados pela boa música da época, onde em um momento tocava algumas músicas quentes (rocks, baladas ou até sambas) e em um outro momento tocava as músicas lentas (normalmente românticas, os pops rocks ou baladas que eram muito executadas nas rádios na época).
Todos se divertiam e dançavam os rocks (Beatles, Rolling Stones, Shocking Blue, Credence Clearwater Revival, Alice Cooper, Deep Purple, Led Zeppelin…) e não viam a hora de tocar as românticas (Beatles, Bee Gees, Johnny Rivers, Bread, Elton John, Hollies, Cat Stevens…) para os rapazes convidarem as garotas para uma dança juntinhos, corpos colados, rostos também (quando a garota permitia) e, se possível, começar os beijinhos, virando posteriormente o famoso amasso no muro ou no portão.
Foi uma época totalmente especial para quem pode vivenciá-la como eu e a minha turma da época. Os bailes aconteciam nas casas, garagens, quintais, apartamentos, colégios, quadras de futebol de salão, restaurantes, churrascarias, pizzarias ou em clubes como: Juventus, Palmeiras, Corinthians, Clube Tietê, Arca (da Antarctica na rua da Mooca), MAC (Rua Oscar Horta na Mooca), Toco (V.Matilde), Clube da Vila Maria, Status (Silvio Romero), Sindicato dos Metalúrgicos (R. do Carmo), Sindicato dos Gráficos (Av. Figueira no Pq.D.Pedro), Clube Atlético do Ipiranga, Sete de Setembro (Água Rasa), Sociedade (V.Formosa), Love Story (Jd. V.Formosa) e Mamute (Água Rasa).
Estes são alguns dos clubes que eu me lembro com certeza, que eu participei de um ou mais bailes, há outros que não me recordo agora, inclusive em outras cidades, mas não vem ao caso, pois aqui a gente tem que falar de São Paulo.
Eu posso dizer com orgulho, que aproveitei bem todos aqueles momentos, assim como os meus diversos amigos, João Henrique (Prof. Batista), Giba (Visc.Parnaiba/R.Piratininga), Ricardo Carraro e Liberal Carraro Neto, Nildo, José Geraldo (Correia de Andrade) Miro (antiga Rua Américo Brasiliense, paralela a Benjamim Oliveira), Amadeu Carotenuto (V. Formosa), Paulo Oliveira da Silva (Água Rasa), Rogério Carvalho (Pq. D. Pedro), Eduardo Sandrão (Jairo Goes), Wagner Tadeu Pinto (Francisco Marengo) e Mario Ebina (Aclimação), assim como diversas garotas, ou irmãs de algum deles ou nossas amigas e namoradas.
O baile mais inesquecível foi o da Sociedade (V. Formosa), que ocorreu no dia 29 de abril de 1978, quando eu conheci uma garota linda, que tinha 17 anos de idade e morava no Alto da Mooca, na Rua Ibitinga, travessa da rua da Mooca, pois eu e ela (Sandra Mocerino), filha de italiano, nos casamos em 19 de junho de 1982.
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