Nesse último texto da nossa amiga Vera Moratta, que fala sobre os discos de vinil – que nos acompanharam praticamente por toda nossa vida, fiz meu comentário. Como eles foram importantes para mim! Ora pelo cuidado e o carinho com que cuidei de cada um, até os ciúmes que eu tinha por eles. Com o passar dos anos surgiram as novas tecnologias dos CDs, bem mais práticos de manusear, até e pelo seu tamanho, nossos queridos LPS tiveram que se aposentar. Apesar de tudo eles foram muito bem guardados, porém, como já disse, tudo vai se modernizando e até um lugar para eles ficarem guardados começou a atrapalhar… A alternativa encontrada (radical) foi leva-los para um quartinho no fundo do quintal.
Encontrei na gaveta do meu guarda-roupa, onde estava guardado od pertences da mamãe, um recibo da compra de uma máquina de costura Singer, dado a ela pelo seu irmão na década de quarenta (Singer Sewing Machine Company, comprada em uma loja do Centro de São Paulo, em 4 de agosto de 1947). A exemplo do que foram os discos de vinis para mim, essa máquina acompanhou a mamãe por toda sua vida. Acredito que vocês conhecem como funciona uma máquina de costura. As mais modernas possuem um motorzinho, ao contrário das mais antigas, que tinham pedal. Se for analisar o quanto ela pedalou essa máquina, daria muitas voltas ao redor do mundo.
Um ano passado da morte da mamãe, o meu filho do meio passou a ocupar o seu quarto, por ser maior. E lá estava a máquina atrapalhando, era um ótimo lugar para colocar o computador. Logo se deu um jeito: para o quartinho ao lado dos vinis.
O meu objetivo dessa história ou onde eu quero chegar é que esses objetos apontados, afinal das contas são simplesmente “objetos”, apesar de um valor sentimental dado por nós a eles, são objetos. Agora indo bem a fundo da questão o que podemos notar é que, no mundo de hoje, nós da terceira idade estamos praticamente sendo igualados a eles. Pelo que podemos notar nas reportagens que ocorre mundo afora, muitos velhos começam a atrapalhar a vida dos mais jovens, e logo se dá um jeito; se não tem um quartinho nos fundos coloca-se em um asilo, que por sinal, os que aparecem nas reportagens são um verdadeiro depósito para lixo, sem nenhuma estrutura, ou seja, são jogados ao léu e esquecidos.
Vamos aproveitar que está chegando a Páscoa que é a renovação e a ressurreição de Cristo, para que ele nos leve a um mundo bem melhor, para que possamos pelo menos vivermos mais alegres com um Brasil próspero e com políticos responsáveis e honestos nesse pouco tempo que nos resta dessa vida.
Forte abraço a todos. Feliz Páscoa…
Vamos dar as mãos, vamos dar…