Nos anos 60, proliferavam os officeboys… Nos anúncios classificados de empregos a tal palavrinha: office-boy, ocupava os quatro cantos dos jornais. E eu era um deles… Saíamos da empresa pela manhã, com as pastas lotadas de serviços a serem feitos nos diversos lugares: pagar contas em bancos, visar cheques, pagar contas de patrões, comprar isto e aquilo na Florêncio de Abreu (rua das ferramentas), pôr cartas no correio, aprender a andar nas ruas centrais. A jornada do office-boy era séria e responsável. Tanto é que no fim do dia, na empresa onde o mesmo trabalhava, ele teria que prestar minuciosa conta de tudo, principalmente com relação aos comprovantes dos pagamentos que fez. Dia seguinte, a jornada se repetia. Tinha 15 anos, aos poucos, fui conhecendo o centro, eis que naquela época a vida não era como hoje, onde um garoto de 10 ou 11 anos já perambula sozinho pela cidade. Aprendi muito como office-boy e existem coisas que até hoje eu não teria aprendido ou conhecido se não tivesse sido um deles. Vez ou outra, vejo-me lembrando dos bancos, tais como: Banco Moreira Sales, Banco Irmãos Guimarães, Banco das Nações, Banco do Comércio e Indústria de Minas Gerais, Banco Bradesco(este aí mesmo), e outros… Tempinho gostoso aquele!
Hoje, bicho, é só violência pra cima e pra baixo… Tô fora!
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