Oh! Quanta saudade<br>Eu sinto da zona Leste,<br>Da estação do Brás<br>E do Jardim Nordeste.<br>Tinha nessa viagem<br>Muitos cabras da peste…<br><br>Que coisa curiosa<br>O trem vai balançando<br>É um tal de prosear,<br>A hora vai passando<br>Para a hora passar<br>O papo vai rolando…<br><br>Fala-se da terrinha<br>Dos pais lá deixados,<br> Da doce infância,<br> Grandes açudes e prados<br>Raros goteiramentos,<br>Os vaqueiros e gados…<br><br>De dia céus azuis<br>À noite estrelados<br>Bailes de barracas,<br> Todos bem animados<br>Ao som das sete-baixos,<br>Baiões e xaxados…<br><br>Que saudade doída<br>Diferente é a lua<br>O sol é mais quente,<br>A farinha lá é crua<br>Se… se ausenta a chuva<br>Inda assim ninguém se amúa…<br><br>Foram eles, nossos patriotas<br>Que erigiram os edifícios<br>Que eu hoje parabenizo,<br>Essa metrópole demais pujante<br>Do pretérito a esse instante<br>Um sonho… o meu paraíso..<br><br><br><br>E-mail: [email protected]<br>