Nos anos 50 o trânsito em São Paulo já era bastante volumoso na Av. Rangel Pestana, única ligação entre o Centro e a zona leste. Lá passavam todas as linhas de ônibus para o Belém, Pari, Vila Maria, Guarulhos, Penha, enfim, era uma verdadeira via expressa.
Em frente ao Grupo Escolar Romão Puiggari o trânsito de alunos era muito grande e embora a Rangel Pestana tivesse duas ilhas sua travessia era perigosa.
Muitas crianças foram atropeladas naquele trecho até que construíram a passagem subterrânea que ligava o Romão até o prédio do R. Monteiro. Era uma passagem ladrilhada de branco, que tinha até um zelador durante o dia, mas que infelizmente virava mictório durante a noite.
Com o passar do tempo o cheiro ficou insuportável. Ora pela uréia, ora pela creolina. Mas a velha passagem subterrânea foi meu caminho durante o tempo de grupo, pois os alunos eram obrigados a usar a passagem. O maior orgulho era quando passávamos para o admissão e o ginásio, e aí desafiávamos os carros passando por cima da Rangel Pestana desprezando o velho e protetor túnel do Brás. Muita saudade.
Quem é que se lembra?
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