Conforme minhas crônicas anteriores, entre os anos de 1946, quando nasci, a 1967 morei na Rua Dr. Falcão, esquina com a praça das Bandeiras. Creio que em torno de 1955, foi inaugurado o Teatro de Alumínio nesta praça. Na parte posterior do teatro havia um enorme terreno, ladeado pelas ruas Santo Antonio e Santo Amaro, com alguns brinquedos, tais como gangorras, escorregador, balanços e gira-gira.
Ao escurecer, o parque era frequentado por casais de namorados, maconheiros e outros. Naquele tempo, dos 9 aos 13 anos, frequentava uma turma de amigos moradores da região, com ponto na Travessa Noschese com a Rua Santo Amaro, jogávamos bola no canteiro da Rua Asdrubal Nascimento e na AV. 23 de maio que terminava no Viaduto Maria Paula.
Voltando ao teatro, houve noites que nosso passatempo era espionar as belas vedetes por buracos estratégicos no lado de trás, onde ficavam os camarins. Quando elas descobriram, começaram a enfiar nos buracos agulhas de tricot afim de expulsar os atrevidinhos sendo que um amigo acabou se machucando feio.
Uma coisa era certa, por este teatro passaram belas mulheres e que fizeram carreira nos teatros de revista da época. Nélia Paula foi uma delas e muitas outras que não lembro o nome.
O ponto culminante foi quando as vedetes, num golpe de marketing, anunciaram que durante um dia útil à tarde, estariam indo tomar um banho coletivo de biquini no lago em frente ao teatro.
Foi o caos; o que tinha de homem em volta da praça, era absurdo. Quando elas começaram a entrar no lago, começou um início de ataque para passar as mãos nas vedetes e neste momento a PM entrou em serviço, inclusive com a cavalaria. Um PM me empurrou e só não bateu pois percebeu que eu era menor.
Foi uma aventura que eu nunca esqueci. E assim como tudo acaba, o teatro em poucos anos foi desativado, assim como os belos espetáculos dos teatros de revista, também.
Nota: Aos responsáveis pelo site, solicito o favor de corrigir os acentos, pois trata-se de problema com meu equipamento. Obrigado.