Nós brasileiros adoramos o futebol. Somos todos técnicos, mas nós temos memórias bem curtas.
O jogador desaparece da mídia e pronto ninguém lembra mais dele. Hoje eu vou fazer uma simples homenagem ao meu amigo, já falecido, Faustino (Lingüiça), ex-ponta da Ferroviária e São Paulo Futebol Clube.
Começou a jogar em 1960, na Ferroviária de Araraquara, naquele famoso time que marcou época: Rosan, Ismael e Antoninho, Rodrigues, Dudu e Osni, Faustino, Itamar, Pimentel, Bazzani e Beni. Fez 81 jogos pela Ferroviária, marcou 25 gols.
No São Paulo fez 234 jogos, marcou 34 gols. Depois que abandonou o futebol (fim de carreira) foi ser motorista de praça. Pelo destino,em dia 12 de Fevereiro de 1988, durante um assalto em Santo Amaro, foi assassinado.
Sempre fico me lembrando do bar do senhor Alípio, na Alameda Santos, onde nós ficávamos tomando uns aperitivos. Ele gostava de tomar conhaque (bebia bem) e contava as histórias da sua gloriosa carreira de jogador.
Ele era um ponta direita bem rápido, baixinho (1.64m), mas um gigante quando jogava. Enfim, a vida nos prepara grandes surpresas. Ontem sucessos e dinheiro. Hoje, esquecido, pobre ou doente, trabalhando para viver.
Também presto uma simples homenagem ao meu outro amigo, já falecido, Ademar Pantera (jogamos na várzea no Brancal Futebol Clube), jogador do Palmeiras. Morreu pobre e doente.
Eles ganharam muito dinheiro, mas não souberam aplicar corretamente. Faustino e Ademar Pantera, caso aparecessem hoje no mundo do futebol, seriam tranquilamente jogadores do Real Madri, Milan, Barcelona, etc… Mas cada um tem seu tempo.
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