Eu devia ter entre sete e oito anos de idade e, como não poderia ser diferente, estava em um local onde havia bola de futebol por perto. Eu estava no campo do Grêmio Desportivo Mocidade do Caxingui, conhecido como Grêmio. Obviamente não sei quem era o adversário naquele domingo matutino. O Grêmio só jogava aos domingos pela manhã. O jogo era difícil, e eu moleque, torcedor do Grêmio, lá estava. 1×0 Grêmio! – 1×1 – 2×1 Grêmio, sendo os dois gols marcados pelo seu centroavante, um tal de Peixinho… <br><br>E não é que os homens empatam em 2×2? Há poucos minutos atrás, veio-me aquela imagem do Peixinho, centroavante ser carregado após o jogo, principalmente pelo terceiro gol dele que deu a vitória ao Grêmio por 3×2. Depois, muitos anos depois, fui jogar no outro time do Caxingui, o Nacional, mais minha infância foi vendo o esquadrão do Grêmio jogar ali beirando o Rio Pirajussara. <br><br>O segundo do Grêmio, que era orquestrado pelo Zezinho Peito Fino, era um timaço, e o primeiro também. Quantos e quantos domingos eu ficava à espera de ver os jogadores uniformizados, o adversário chegando no caminhão, aquela sensação que ia ter jogo… Que maravilha! E na hora do homem por a rede então? A imagem do Peixinho sendo carregado por todos, como herói, nunca sairá da minha cabeça tricolor. Viva as lembranças!<br><br><br>E-mail: [email protected]