Uma noite do longínquo 1966, lá pelas 7h da noite, eu estava em uma das esquinas do inesquecível Caxingui, na companhia de alguns colegas. Nesta época eu tinha 17 anos. Era o mês de maio e de repente aparecem na esquina, de uma só vez, oito amigos que tinham em comum o “corintianismo” impregnado nos corações.
Naquela noite, senhores e senhoras, estrearia no Corinthians, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o enviado de Deus, chamado Garrincha. O meu “sãopaulinismo” não foi o suficiente para os corintianos meus amigos me deixarem ali na esquina sozinho, e os mesmos levaram-me ao velho "Paca".
Lembro que sentei ali perto dos portões da Praça Charles Miller e nós tivemos que sentar um meio longe do outro, pois não havia mais lugar para ver Garrincha, o enviado de Deus, jogar pelo Corinthians. O placar, pelo menos para mim, era o que menos importava, o que valia é que eu estava vendo ali, carne e osso, o maravilhoso Garrincha jogar. O placar do Jogo? Três a zero para o Vasco da Gama, gols de Célio, Zezinho e Maranhão… Esta foi a primeira vez que vi Garrincha jogar.
Então hoje, orgulhosamente, vivendo aqui no interior eu posso falar que vi Garrincha jogar ao vivo… Depois, voltei a ver o Garrincha só mais uma vez, eis que sua carreira declinou rapidamente por motivos que não vem ao caso. Para mim, o maior de todos foi Pelé, mas na Copa de 62 “o número 7” do Brasil foi o responsável por 90% do bicampeonato do mundo conquistado pelo Brasil em terras chilenas. Os outros 10% dediquemos a Gilmar, D. Santos, Didi, Vavá, Amarildo, Zito, Zozimo, Pelé, Mauro e tantos outros reservas…
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