Olho pela janela, manhã de maio… Tudo é tão calmo, a alma está quieta, à espera…
Mas o pensamento não para porque ele é o meu alento, pensar, pensar, pensar, nos dias passados, nas lutas pela sobrevivência.
E hoje irei escrever (disse que não escreveria mais porque já havia atingido minha meta, mas irei adiante até quando este site sair do ar novamente).
O banco estava na Av. Angélica, mas havia um alvoroço porque estavam construindo um complexo empresarial em Alfaville.
E na primeira vez que fomos ver não fiquei encantada como os meus colegas, apenas fiquei desanimada porque a distância era maior ainda.
E quando para lá o Banco Comind mudou, havia um ônibus para nos apanhar, eu pegava na Av. São João, e quando os funcionários já estavam acomodados íamos embora.
Eu tinha uma preguiça danada quando dava 6h da tarde, vendo “Gini é um gênio", cansada do dia, porque quando se trabalha à noite o corpo já está cansado, uma vontade de largar tudo, mas tinha muito a perder.
E ia arrastando as chinelas, como dizia minha mãe. E na madrugada, o sono pegava feio, ia ao toalete lavar o rosto e voltar para a sessão.
Nas férias ia para São Vicente ou para Valinhos descansar.
Então o banco faliu, não tenho saudades daquele tempo, mas eu venci, aliás, vencer desafios é comigo mesmo…