Eu tinha quatro anos quando vi, do terraço do sobrado onde morava na Avenida Rebouças, o craque de futebol Leônidas. É uma recordação simpática e porque não dizer, inesquecível! Em seu carro aberto (com capota abaixada) muito bem vestido, com motorista particular, trajado a caráter, com quepe e luvas brancas, rumo ao estádio do Pacaembu, onde o famoso Leônidas, que era do São Paulo, mostraria seu talento futebolístico em mais um jogo amistoso.
No carro desfilavam também a senhora mãe do jogador e sua esposa, magnificamente trajadas, as duas, ostentando bonitos casacos de peles. Sem dúvida para mim, uma criança, aquilo era diferente. Acostumada a ver quando estava no terraço da residência, um desfile de carros fúnebres, bondes e ônibus superlotados, quando algo diferente acontecia, eu tinha momentos de entusiasmo e, motivos para narrar a minha família aqueles fatos, que não deixavam de ser extraordinários, quando aconteciam.
Assim eram as tardes de domingo da minha querida infância, na década de 40, na Avenida Rebouças, a poucos metros da avenida mais famosa de São Paulo, a Paulista.
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