Uma das coisas que mais prosperam no país é o setor imobiliário. A expansão paulistana no campo imobiliário demandou prédios de luxo na cidade, tanto de condomínios quanto de uso comercial, e que foram edificados em áreas nobres espoliando aqueles que tinham direito a estas áreas pela permanência de longevidade, foram desalojadas por despejo compulsório e indenizadas pelos valores venais dos impostos prediais. As favelas em pontos de interesse imobiliário, para valorização, estão sendo desalojadas num modelo de “arraste”, com demolições compulsórias ou por algum “acidente” no local, como no caso incêndios devastadores, que obrigam os antigos moradores a buscar outro local para continuar no mesmo sistema, mas longe do centro urbano paulistano. Não há política habitacional de Estado, mas uma demagogia de governos, com várias bolsas “miséria”!
São Paulo é um vasto canteiro de obras de alto padrão, nunca edificações para a classe operária, proliferando aglomerados humanos nos morros e mananciais em favelas. São Paulo não possui redes de esgoto e tratamento suficiente e lança esgoto sem tratamento nos rios e represas da Região Metropolitana.
O deslocamento de indústrias para o interior de São Paulo proporcionou um desemprego em massa, agravando ainda mais a situação da pobreza e miséria, onde o poder quer aplicar a “gentrificação”, uma higienização local na Metrópole de São Paulo.
Sua “desindustrialização” sistemática pelo deslocamento para outras cidades, que oferecem incentivos fiscais para nelas serem fixadas. Assim o polo industrial paulistano perdeu boa parte da produção industrial, cito como exemplo a região do extremo sul da capital, Santo Amaro: Rolamentos Scheffers, FAG, Metal Leve, Caterpillar, Bera, Chocolates Lacta, Baterias Durex, Kibon, Fundição Eletro Alloy, Kodak, Hartmann & Braun, Eletromar, Inbel S.A., Laboratório Le Petit, Bicicletas Caloi, Monark, Pial, Plavinil, Rubber Art, Squibb Farmacêutica, Laborterápica e todas subsidiárias de suas matrizes estrangeiras.
Outras já estão em vias de se retirarem definitivamente da região, no caso da Semp Toshiba. A lista é enorme desta desativação produtiva de São Paulo, em outras localidades, o sistema usou o modelo de "doses homeopáticas" para fazer da cidade de São Paulo unicamente centro de serviços, desarticulando todo o setor primário, sendo ainda um grande polo comercial provindo de mercadorias de várias partes do país e do mundo, que mantém até um mercado negro incontrolável e nocivo a produção nacional estagnada.
As indústrias de transformação foram embora de Santo Amaro, que um dia foi orgulho de um dos grandes setores industriais de São Paulo, agora recebe uma gama de prédios do setor imobiliário que ocupam atualmente as áreas das antigas fábricas, suporte anteriormente de trabalho em Santo Amaro.