São Paulo tem seus encantos e tesouros… Alguns a serem desvendados, outros já descobertos.
É o caso do bairro do "Bixiga", que oficialmente está nomeado por Bela Vista, e tem sua fundação em 1878.
Localizado na região central, desde a Rua Major Diogo até as Avenidas Nove de Julho e Brigadeiros Luís Antônio, o bairro foi formado na sua maioria por imigrantes italianos, recém-chegados ao Brasil.
Apresenta grande diversidade, com muitas cantinas, feiras e tudo o que envolva o seu lado tradicional.
Voltando no tempo, o bairro era formado por chácaras, com vastas plantações de jabuticabeiras, laranjeiras e outras árvores frutíferas.
O transporte era feito por carroças de boi.
Havia os leilões de escravos e feira de mercadorias.
O bairro era servido pelos riachos Itororó (Av. Vinte e Três de Maio), riacho Saracura (Av. Nove de Julho) e o Rio Anhangabaú.
Também eram comuns os quartos que hospedavam os viajantes que vinham de outras localidades.
Os casarões também faziam parte desse cenário. E ainda nos dias atuais, encontramos alguns poucos deles, como "A Casa de Dona Yayá".
Sebastiana de Melo Freire, conhecida como Yayá, nasceu em Mogi das Cruzes, em 1887 e faleceu em 1961 em São Paulo, e pertencia a uma família tradicional.
Seu pai, Manoel de Almeida Melo Freire, era empresário, fazendeiro e político.
A vida de Yayá foi marcada por inúmeras tragédias familiares.
Por volta dos 30 anos, ela foi diagnosticada pela medicina como "insana" e sem condições de viver em sociedade.
Assim, permaneceu por quase 40 anos, neste casarão, adaptado para o seu tratamento, apenas com seu enfermeiro, uma prima e os criados.
Faleceu aos 74 anos, com uma herança milionária, e sem deixar nenhum herdeiro, a fortuna passou a pertencer ao Estado.
Atualmente, todos estamos convidados a conhecer a "Casa de Dona Yayá", que é aberta ao público e se tornou o Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo, na Rua Major Diogo, 353.