Nossa familia – nossos ascendentes e descendentes

Tenho em mãos uma cópia do passaporte emitido em Roma, no dia 6 de Maio de 1901, para Rocco Iorio, filho de Vincenzo Iorio e Anunziata Leo. Ele nasceu em 4 de março de 1865, na Vila S. Stefeno, província de Roma. Descendente de agricultores, adotara a mesma profissão. Presumo que ele, a esposa Filomena Palombo (35 anos), filha de Domenico Palombo, e os filhos Antonia (12), Geltrude (9), Giuseppe (6) e Giuseppina (3) desembarcaram em Santos-SP, no mês de maio ou junho de 1901.
Nessa época os imigrantes eram alojados na Casa do Imigrante em São Paulo. Os imigrantes que possuíam a carta de chamado emitida pelos parentes ou amigos eram por esses apanhados e encaminhados aos destinos previamente determinados.
Os imigrantes com profissão qualificada eram encaminhados aos locais para os quais se encaixavam. Aqueles que não tinham profissão ou não qualificados eram levados para trabalhar na agricultura, principalmente no cultivo do café, em substituição aos escravos libertos. O Rocco Iorio e seus familiares e outras famílias na mesma situação foram acolhidos nas fazendas do interior de São Paulo. Fazenda Tapera, Fazenda Botafogo (Valinhos), Fazenda São Luiz, Fazenda Joaquim Egidio, e se não me engano, a Fazenda Joaquim Inácio (Campinas).
Nessas mesmas fazendas trabalhavam os imigrantes italianos da família Cucchi, os imigrantes portugueses da família Antunes dos Santos, da família Cucchi vou destacar o Giovanne. A família Antunes dos Santos era composta pelo casal Manuel e Maria José, os filhos Manuel (Pedro), Antonio, João, Luiz, Basílio, Eduardo, Elvira, Eleonora, Maria e Margarida. Os anos passavam, as famílias aumentavam. Na família do Rocco Iorio nasceram Davi, Domingos, André, Felício. O Davi casou-se, enviuvou e do casamento nasceu o filho Romeu. O Domingos casou com Maria tiveram duas filhas, a mais velha de nome Odete a outra se não me engano era Neusa. O André casou-se, separou-se, não tiveram filhos. O Felício casou-se com Judith Scabello e tiveram os filhos Lídia, José, João, Antonio, Pedro, Heitor e Inês.
A Antonia Iorio casou-se com o Giovane (João) Cucchi e tiveram os filhos Amadeu, Fiorina (Florinda), Anunciata, Filomena (Nena), Antonio, Adelina, Pedro (Piero), Ana, Agostinho, Ângelo e Nair Luiza.
A Geltrude Iorio casou-se (não sei com quem) e teve um casal de filhos, a filha chamava-se Josefina (Pina), o filho, se não me engano, chamava-se João.
O Giusseppe (José) casou-se com Marina e tiveram os filhos Romilda, Eugênia e Adolfo.
A Giuseppina Iorio (Josefina) casou-se com o Vitório Razera e tiveram os filhos Henrique (Bruto), Santino (Tino), Eugênia e Eduardo (Tostão).
O Amadeu Cucchi casou-se com Ema Ipolito e tiveram os filhos Lauzinho (Zinho), José (Zito), Maria (Nena) e Leonilda (Filó).
A Fiorina (Florinda) Cucchi casou-se com Manuel (Pedro) Antunes dos Santos e nasceram os filhos José, Olívia, Cecília e Aparecida.
A Anunciata Cucchi casou-se com Agostinho Pagliaro e tiveram os filhos Antonia, Tereza, Luiz e Cláudio.
A Filomena Cucchi casou-se com Pedro Faria e chegaram os filhos Fernando, Antenor, Isaura, Helena, Maria José e Oilson.
O Antonio Cuchi casou-se com Ana Ferrari e tiveram duas filhas, Odila e Iria.
A Adelina Cuchi casou-se com o Otavio Ornaghi e tiveram os filhos José, Clara, Antonia e Lúcia. O Pedro Cuchi nunca se casou. A Ana Cuchi casou-se com Sebastião (Nucio) Epíscopo, tiveram dois filhos, Nicolau e Marcio.
O Agostinho Cuchi casou-se com Pierina Bergamo, não tiveram filhos.
O Ângelo Cuchi casou-se com Eunice e tiveram os filhos Gilberto, João Carlos e a Rosangela. A Nair Luiza Cuchi casou-se com Waldemar Norberto da Ressurreição e tiveram um casal de filhos, o Moacir e a Denise.
Eu, José Antunes dos Santos, permaneci solteiro, mas, continuo tendo sonhos de criança, adolescência e juventude.
A minha irmã Olívia casou-se com o Waldemar João Scaramuzzi (meu primeiro professor de música) e, sem querer, acabei sendo o “cupido”, dessa união nasceram Imaculada, Inêz Verci, os gêmeos Olimar Sebastião e Luiz Olimar, Lucio, Victor, Agnes e por último o Pedro.
A minha irmã Cecília casou-se com o Luiz Gonzaga Fragnan e tiveram 2 meninas, a Luci e Celi.
A minha irmã caçula Aparecida casou-se com o René Pinho da Silva, tiveram três filhas, Eliane, Roseli e Rosangela.
A minha sobrinha Roseli Pinho da Silva casou-se com o Guilherme Seixas, tiveram um casal de filhos, a Gabriela e o Luca. Recentemente tive conhecimento que minha sobrinha Roseli foi surpreendida com uma gravidez inesperada e só nos resta pedir a Deus para que tudo transcorra normalmente para a felicidade geral.
O meu sobrinho, Luiz Olimar Scaramuzzi, casou-se com a Hilma e tiveram dois filhos, o Tiago e o Felipe. O Olimar Sebastião Scaramuzzi casou-se com a Isabel, tiveram um casal de filhos, a Lucí e o Leandro. A Inês Verci Scaramuzzi casou-se com o Solano, ainda não tiveram filhos. O Victor Scaramuzzi casou-se com a Joice e tiveram um casal de filhos, a Raquel e o Bruno. O Lucio Scaramuzzi casou-se com a Renata, e nasceu também um casal de filhos, Caio e Vitória. O Pedro Scaramuzzi casou-se com Solange e também tiveram um casal de filhos, a Camila e o Pedro Henrique. A Agnes Scaramuzzi casou-se com o José Carlos Rodrigues, ainda não tiveram filhos. Os demais sobrinhos e alguns primos continuam solteiros.
Para terminar a história da nossa família só me resta curtir as saudosas lembranças daqueles que já se foram e dividir com os demais familiares as alegrias, tristezas e sobrevivência atual e das próximas gerações que certamente virão, se Deus quiser…

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