É um eterno girar. Vem um ano, vai um ano, outro vem. As coisas, embora pareçam, não são iguais. Cada milésimo de segundo é diferente do outro e nada será como nunca foi.
Especialmente neste início de 2012, como especialmente na entrada de todos os anos, a felicidade ora ressurge ora se esvai. Planos, que são feitos para serem desfeitos, multiplicam-se em nós, e vão.
Houve um tempo, de família italiana, em que ouvia minha nona. Achava que ela sabia de tudo e me lembro de uma frase que usava sempre "é mais fácil comer o boi em bife do que inteiro". Quantos bois já se foram (em bife, ralados, em nacos) e a fome insaciável continua.
Neste início de ano, com a vasta cidade de São Paulo ante meus olhos, se pudesse pedir a ela, minha nona, acho que pediria um "ovo nona", temperado à moda da Região do Piemonte.
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