Natal na minha infância

Mais um ano está terminando, graças a Deus, nossa terra, apesar de muita coisa precisar mudar, ainda é terra abençoada. Nas imagens dos noticiários, pessoas fazendo suas compras, crianças deixando os pais sem saber o que será o presente do Papai Noel. As novidades são muitas e o que as crianças sabem é o que querem ganhar, afinal, o bom é poder fazer a alegria delas.

 

Minha infância foi marcada com o carinho dos meus pais em agradar com o presente que era possível, mas nunca sem um presente. Era um tempo muito bom, tínhamos um pouco de tudo, mamãe ousava fazer os pratos que aprendeu com minha avó, as louças melhores eram tiradas do armário, sem falar das toalhas. Depois de todo o mistério, era a noite de Natal, o mais bonito, não podia esperar o Papai Noel chegar, senão, o presente, ele levava de volta, na manhã seguinte encontrava embaixo da cama, dentro do meu sapato, o meu presente, isso não há igual.

 

 Hoje, com 67 anos, faço valer que, enquanto há inocência nas crianças, a figura do bom velhinho seja cultuada nas festas de Natal. Aproveitar para ensinar os tempos em que os presentes não chegam, porque o Papai Noel não pôde comprar. Lá em casa, mesmo em tempos difíceis, mesmo o mais simples, os meus pais procuravam não deixar passar sem um brinquedo.

 

Aos meus netos, filhos e noras, faço valer no Natal que é preciso unir as famílias, trazendo momentos tão alegres como o momento em que as crianças fazem a maior bagunça e mesmo depois, com tudo para colocar no lugar, esta avó sente os melhores momentos de uma noite de Natal, fico cansada, mas gratificada. Bom Natal aos amigos do São Paulo Minha Cidade, sejam felizes, só isso já valeu a pena, quando a situação não for tão boa, lembrem-se muitos natais ainda teremos, com as graças de Deus…