Nas escadarias da Catedral da Sé II

Foi assim que comecei a escrever o meu texto, procurando a Vera.
 
Já tinha desistido de procurar, quando uma tarde destas, alguém me ligou. Adivinha quem era? Era a minha amiga de 40 anos atrás.
 
Me contou que sempre, nestes anos, buscou pela minha pessoa.
 
Me disse que o dedinho dela (que eu quebrei jogando queimada) ainda dói quando o tempo muda.
 
Ela mora no bairro de Santa Cecília, fez Psicologia, adotou filhos e trabalha no hospital Samaritano.
 
O resto irá me contar quando o tempo nos permitir rever outra vez.
 
Eu sempre digo que a vida é como um velho baú de onde tiramos más e boas recordações.