Na década de 70 começou minha vida na Paulista

Trabalhei no Banco Real, onde a matriz era na Avenida Paulista, muito chique… Naquela época, era obrigatório as mulheres usarem saias, sapatos de salto agulha 10 cm, mas o grande problema que enfrentávamos eram os pisos modernos de pedras rústicas, onde os saltos teimavam em entrar nos vãos e se quebravam.
Outro problema na época era o local para alimentação, muito caro e nenhum local popular, até que um belo dia surgiu o McDonald’s, com um lanche combinado e acessível ao nosso bolso de bancária. Almoçávamos todos os dias um combinado "paulistinha" (hambúrguer simples, batata frita e refrigerante). São etapas de nossa vida que ficam marcadas na lembrança.
Na juventude, dos anos 70 e 80, íamos muito ao cinema, aos encontros de jovens em igrejas, com os amigos e namorados. O cinema muito famoso na época, era o Gemini, mas só podíamos freqüentar, quando recebíamos o nosso salário. Tudo muito difícil, trabalhávamos, pagávamos a nossa faculdade, tínhamos que ser responsáveis desde muito cedo, diferente da juventude de hoje, onde os pais patrocinam os filhos, que demoram muito mais para serem independentes.
Fazíamos passeatas, greves, caras pintadas, movimento em prol da mulher, tudo acontecia na Avenida Paulista. Nesta época, surgiu o moderno MASP, foi e sempre será o ponto de encontro, para curtir simplesmente ou aprender, ensinar, rir e ser feliz.
Foi muito bom viver cada momento, marcado por boas e más lembranças, que fazem a história de nossa vida.

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